Pular para o conteúdo principal

Tensão marca a terceira manifestação seguida na Avenida Paulista

Com cenas de guerra, policiais militares confronta com os manifestantes contra o impeachment

Milhares de manifestantes se concentraram no vão livre do Museu de Artes de São Paulo (Masp) para protestar o impeachment da ex-presidenta Dilma Rousseff. Frente Brasil Popular, Frente Povo Sem Medo e a Central Única dos Trabalhadores (CUT) organizaram o protesto para às 18h00, no vão livre do museu.

Com um cordão de isolamento feita pela Polícia Militar na Avenida Paulista e a Alameda Casa Branca, os manifestantes cantavam músicas contra o presidente empossado Michel Temer e contra a própria polícia. Para o Rogério, o afastamento da tucana representa a manipulação dos grandes veículos de comunicação. “O impeachment da Dilma Rousseff representa o golpe do parlamentarismo. A TV Globo teve uma grande influência para o que aconteceu hoje”.

Rogério com máscara do Eduardo Cunha e camiseta com a bandeira do Estado de São Paulo (FOTO: Eduardo Pires)

Distantes dali a 250 metros, os manifestantes a favor da cassação se concentraram em frente a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Com bonecos infláveis da Dilma e do presidente do Senado, Renan Calheiros, as pessoas celebravam com entusiasmo. Com bandeiras do Brasil, os manifestantes cantavam músicas contra o Partido dos Trabalhadores (PT). O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi um dos principais alvos do grupo. O Movimento Brasil Livre e Resistência Brasil organizaram a manifestação

Rogério Ikezil líder do movimento Resistência Brasil (FOTO: Eduardo Pires)

Rodrigo Ikezili, líder do Resistência Brasil, movimento a favor do impeachment, comemora o resultado e diz que a ocupação da calçada em frente a Fiesp teve um impacto importante para o que aconteceu hoje. “Ocupamos no dia 18 de março, depois das escutas telefônicas entre a Dilma e o Lula. Estamos aqui há 170 dias para reivindicar sobre o que estava acontecendo na política”. Sobre as doações de alimentos e roupa, ele afirma que recebe de pessoas que passam por ali. “Aqui as doações são ocasionais, a pessoa passa e pergunta o que a gente precisa”.

A manifestação contra o impeachment seguiu até a Rua da Consolação. Os manifestantes montaram barricadas de lixos e fogo, a tropa de choque foi acionada. Depois o que se viu, foi cenas de guerra. Grupos de pessoas encurraladas nos cantos. A Cia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) localizado na consolação, teve o portão arrombado pelos manifestantes, para que eles pudessem se proteger contra a polícia que jogavam gás de pimenta e lacrimogêneo.

Manifestantes fazem barricada com lixo e fogo (FOTO: Eduardo Pires)

Um dos policiais ficou ferido ao ser atingido por fogos de artifício vindos dos manifestantes. Ônibus foram pichados com a frase “Fora Temer” e agência do Bradesco na Avenida Ipiranga, foi alvo de vandalismo.

O resultado foi lixos espalhados pela consolação e na Ipiranga. Pessoas reclamou da truculência da polícia


Bandeira “Fora Temer” estava presente na Avenida Paulista (FOTO: Eduardo Pires)
Fernando Holiday líder do Movimento Brasil Livre (FOTO: Eduardo Pires)
Batalhão da Policia da Choque em forma de cordão para enfrentar os manifestantes (FOTO: Eduardo Pires)
Ônibus foram alvos de pichadores com a frase “Fora Temer” (FOTO: Eduardo Pires)
Vidros da agência Bradesco foram quebrados pelos manifestantes (FOTO: Eduardo Pires)



Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Projeto Centro Aberto deixa a cidade de São Paulo mais harmonizada

Com cadeiras de praia e jogos de tabuleiro, as pessoas esquecem por alguns instantes a preocupação do dia a dia.



A cidade de São Paulo está ganhando nova cara. Jogos de tabuleiro como: dominó, dama e xadrez, e mesas de ping pong, ilustra a cidade com ar de lazer e aos poucos tirar a marca registrada da cidade, considerada uma “selva de pedra”.
O projeto Centro Aberto dá a oportunidade para os pedestres relaxar quando estiverem cansados, ou até mesmo, sair do serviço e jogar um jogo de tabuleiro de xadrez gigante para esquecer os dias corridos que a capital paulista proporciona. Desenvolvido e implantado por meio de colaboração de diversas secretárias municipais como: Secretária de Desenvolvimento Urbano, Secretária de Serviços, Secretária de Assistência e Desenvolvimento Social, Secretária de Direitos Humanos e Cidadania, Secretária de Segurança Urbana e Secretária de Cultura.O Centro Aberto também recebeu apoio do Metrô, que cedeu lugares para as construções das praças.
Cadeiras de prai…
Em algumas partes, o cemitério mostra o estado de abandono.

A cidade de Poá, localizada na Grande São Paulo, tem mais de 115 mil habitantes, segundo pesquisa feito pelo IBGE, em 2017.
Na década de 60 e 70, a cidade tinha cara de munício interiorano. Mas o tempo passou, com a pouca distância até a capital paulista (30 km) e o comércio chegando na cidade, Poá ganhou estados de cidade “grande”.
A Criminalidade de diversos tipos, vandalismos e a falta de segurança invadiram a cidade Os munícipes ficarem atentos à sua segurança como circuito de segurança nas casas e comércios, aumentar os muros e até colocar seguranças particulares em algumas ruas.
Mas é aqueles que já morreram? Será que eles se livraram dos maus hábitos dos seres humanos que estão na Terra? A resposta é simples, não!
O Cemitério Municipal de Poá, localizado no bairro Água Vermelha, está sofrendo vandalismo no ossário e em alguns túmulos. No prédio onde guarda boa parte dos ossos daqueles que já foram, está completamente em est…

Investigação do NI denúncia nutrição de hospital particular de SP

Nutrição do Hospital Santa Clara e suas más condições de trabalho

Mamão estragada sendo entregue para pacientes e acompanhantes (FOTO: Eduardo Pires) Frutas estragadas; verduras apodrecendo; panelas sujas; vasilhas e panelas com urinas e fezes de ratos; carne vencida sendo entregues para pacientes, acompanhantes e funcionários; ratoeiras no estoque de alimentos do setor de nutrição; embalagens roídas pelos ratos que andam pelos lugares da cozinha, estoque e corredor do setor; alimentos sendo armazenados de forma incorreta, fazendo com que os produtos ficam expostos as bactérias e fungos do lugar; entre outros agravantes.
Esses casos ocorreram até o dia 30 de outubro no Hospital Santa Clara, na Vila Matilde, Zona Leste de São Paulo. Infestações de baratas, ratos, mosquitos e cupins fizeram do lugar uma desordem. Até o último dia do mês 10, a cozinha do hospital viveu dias de caos e funcionários convivendo com todo este tipo de infrações graves. Responsáveis pelo setor e também do hospital…