sábado, 12 de maio de 2018

Shamell tem tarde mágica na vitória do Mogi para cima do Flamengo e final inédita para ambos


Torcida mogiana vibra e delira no Hugão com a classificação do Mogi Basquete para a final do NBB

Times perfilados para o hino nacional (FOTO: Eduardo Pires) 

O Ginásio Hugo Ramos, o Hugão, teve um sábado mágico e histórico. Isso porque o Basquete de Mogi se garantiu pela primeira vez na história para a final do Novo Basquete Brasil (NBB).
A vítima da vez foi o fortíssimo Flamengo comandado pelo pivô Varejão, que não suportou a pressão da equipe mogiana em tarde inspiradíssima de Shamell, e também dos 5 mil torcedores que lotaram o ginásio. O time paulista venceu o 
terceiro jogo em quatro partidas da semifinal.

PRIMEIRO QUARTO

Muito disputado pelas duas equipes, o Mogi tentou mais arremates de três e o Flamengo aproveitou as falhas do adversário em erros bobos. O mandante estava bem através das infiltrações do ala Jimmy e das belas cestas do craque americano Shamell. O time carioca aproveitava do forte Varejão para fazer a parede e conseguir os pontos, nisso o primeiro quarto acabou 17 a 15 para o 
time paulista.

SEGUNDO QUARTO

Flamengo veio mais disposto no segundo quarto e a entrada de Marcelinho Machado, deu mais mobilidade e dinamismo ao time rubro negro. O técnico do Mogi, Guerrinha, tirou o Tyrone e colocou o ídolo Filipin, a equipe perdeu mobilidade e viu o ala Marquinhos, do Flamengo, acertar uma cesta quase impossível do meio da quadra e fechar a segunda série na frente, 37 a 36.

TERCEIRO QUARTO

A equipe mogiana não queria passar sufoco e logo resolveu atacar o Flamengo com o Shamell, o melhor dizendo, “showmell”. O americano só não fez chover, porque do resto fez tudo. Dribles desconcertantes, cestas de três, enterradas e roubadas de bola que fizeram os 5 mil mogianos ir à loucura. O Flamengo aguerrido tentou segurar o placar, mas foi inevitável. O basquete do Mogi das Cruzes começou a engolir de uma maneira a equipe carioca que nem mesmo as bolas mais fáceis caiam na cesta do adversário, resultado da terceira série foi um elástico 62 a 51.

Mogi se portou como um campeão e não deixou o Flamengo 
respirar nos dois últimos quartos do jogo (FOTO: Eduardo Pires) 

ÚLTIMO QUARTO

Perto de fazer história não só para a cidade de Mogi das Cruzes, mas para a Região do Alto Tietê, a equipe paulista estava ligada nos 220 watts e não quis brincadeira. Shamell, Tyrone, Jimmy e Fabrício enterraram as chances remotas do Flamengo de virar a partida. O Hugão ia a loucura a cada ponto que o time da casa fazia. Nem mesmo os pontos feitos por Marcelinho, Varejão e cia tiravam a alegria e entusiasmo da torcida da casa. O show do Mogi basquete foi tão grande que a equipe carioca estava entregue aos minutos finais do último quarto, só esperando o juiz apitar o final da partida e ver a equipe rival fazer história ao lado do seu torcedor. O placar final ficou em 89 a 72 para o time da casa.


O placar do Hugão mostra a vitória mogiana por 17 pontos de diferença 
          em relação a equipe rubro negra (FOTO: Eduardo Pires) 
O Mogi das Cruzes exorcizou uma sina de nunca ter eliminado o Flamengo na NBB. Os dois times se enfrentaram nas semifinais nas temporadas de 2013/14 e 2015/16, os cariocas levaram a melhor. De quebra, o ala Marcelinho Machado anunciou a aposentadoria depois da derrota, o jogador está no clube desde 2007 e conquistou ao todo 19 títulos com a camisa rubro negra.

Jogo 1 – 28/04 – Mogi 79 x 62 Flamengo – Ginásio Hugo Ramos

Jogo 2 – 4/05 – Flamengo 74 x 88 Mogi – Arena Carioca 1


Jogo 3 – 7/05 – Flamengo 71 x 64 Mogi – Arena Carioca 1


Jogo 4 – Mogi 89 x 72 Flamengo – Ginásio Hugo Ramos  

sexta-feira, 11 de maio de 2018

Edifício Wilson Paes de Almeida: Dez dias de dor, sofrimento, angústia e no fundo uma esperança


Moradores do prédio acampam no Largo do Paissandu esperando um desfecho da prefeitura da cidade em relação à moradia para eles.

Vítimas do desabamento se aglomeram para pegar um prato de comida (FOTO: Eduardo Pires)

Há de dez dias a cidade de São Paulo parava para acompanhar o desabamento do Edifícil Wilson Paes de Almeida. O local abrigou a sede da Polícia Federal e Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), além de ser um patrimônio histórico tombado em 1992.

Dos 24 andares que ostentava um edifício todo espelhado no Largo do Paissandu, Região Central de SP, nada sobrou, levando a metade de uma igreja luterana centenária abaixo. O local abrigava mais de 50 famílias que lutam por moradia através dos movimentos sociais. Cerca de 250 pessoas saíram ilesos do desastre do dia 1° de maio, Dia do Trabalhador, mas também sem um teto para pelo menos dormir. Outras cinco pessoas até o fechamento dessa matéria não tiveram a mesma sorte e acabaram morrendo.  

A Praça em frente ao prédio que se ruiu, está servindo de dormitório de barracas e recebimentos de alimentos e roupas. Roupas que chegam aos montes, estão sendo destinados as ONGs que abrigam crianças e idosos, pelo motivo do alto volume de doações que estão partindo de pessoas que se solidarizam pela tragédia.

Mantimentos como arroz, leite e feijão estão chegando em vans e carros vindos de igrejas, empresas e famílias que sentirão a dor daqueles que não têm onde dormir e tomar um simples banho.

O Notícias Independentes registrou algumas fotos dos escombros do Edifício Wilson Paes de Almeida, como também a precariedade de famílias com bebes e crianças que estão abrigadas em barracas no meio do Largo do Paissandu esperando uma moradia que pode vir através da prefeitura. Mas essa definição também pode demorar dias, semanas ou até meses, fazendo com que as integridades pessoais deles caiam ainda mais, como a higiene pessoal que os mesmos têm que pedir em botecos ou restaurantes para se lavar.



  Vista dos escombros da Rua Antônio de Godói (FOTO: Eduardo Pires)


Equipes de resgate trabalham com ajuda de retroescavadeiras para achar sobreviventes (FOTO: Eduardo Pires)


No lugar a espaço para estoque de alimentos e atendimento as famílias (FOTO: Eduardo Pires)


Voluntários ajudam no preparo e entregas de marmitas para as famílias afetadas à tragédia e moradores de rua (FOTO: Eduardo Pires) 


Carros chegam a quase todo momento trazendo alimentos e roupas para as famílias (FOTO: Eduardo Pires)

Pessoas se aglomeram no Largo do Paissandu a espera de uma nova moradia (FOTO: Eduardo Pires) 


Famílias já estão há dez dias vivendo em barracas e passando dificuldades de higiene como banho (FOTO: Eduardo Pires) 


Prédio que fica ao lado do Edifício Wilson Paes de Almeida foi atingido pelo fogo (FOTO: Eduardo Pires)


Um zoom do tamanho do estrago nos últimos andares do prédio vizinho (FOTO: Eduardo Pires)

segunda-feira, 23 de abril de 2018

Viagem 2: Juiz de Fora – Minas Gerais – Brasil


Com cara da “cidade maravilhosa”, Juiz de Fora é conhecida pela grandiosidade no estado mineiro.

Juiz de Fora vista do Morro do Imperador (FOTO: Eduardo Pires) 

Conhecer a cidade mineira Juiz de Fora é conhecer também um pouco da história de Minas Gerais. Localizado no sudeste do estado, o munícipio está localizado na Zona da Mata, fazendo dela a principal cidade da região, que conta com outras cidades como Santos Dumond, Chácara, Bicas, Matias Barbosa, Lima Duarte entre outras.

Juiz de Fora tem a quarta maior população do Estado de Minas Gerais, com mais de 560 mil habitantes (estimativa de 2017 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística/IBGE), perdendo apenas para Belo Horizonte, Uberlândia e Contagem, respectivamente.

Quando um turista chega na cidade, logo se depara com as semelhanças entre Juiz de Fora e a cidade do Rio de Janeiro. O primeiro são os Taxis da cor amarelo, com as faixas pontilhados na lateral dos veículos; outro ponto a ser destacado são as bancas de jornais onde vendem jornais da capital Fluminense, O Globo e Extra são os principais jornais do juiz-forano; outra característica marcante são os times de futebol carioca que marcam presença em Juiz de Fora. Vasco, Flamengo, Fluminense e Botafogo são presenças constantes com os símbolos nos bares, torcedores andando com camisetas destes clubes e bandeiras nas janelas das casas; por último é o Cristo Redentor da cidade onde fica o ponto turístico mais conhecido da cidade, mas isso vamos falar um pouco mais para frente. Toda esta semelhança se dá pela proximidade entre a cidade com o Estado do Rio de Janeiro, muitos moradores de Juiz de Fora quando quer ir à praia, vai para a cidade carioca. Cidades serranas do Rio como Petrópolis e Teresópolis também é um destino bastante procurado por quem mora na cidade mineira. Por tudo isso, o juiz-forano é chamado carinhosamente de “Carioca do Brejo”.

A maior cidade da Zona da Mata não é só “cópia” da cidade maravilhosa, mas também tem a sua beleza e pontos turísticos que fazem dela ser uma cidade diferente das outras que estão na região.

Vamos ver alguns pontos turísticos que o Notícias Independentes visitou em Juiz de Fora.  

PARQUE HALFELD

Um parque com ares de praça. Com árvores de diferentes tipos, o Parque Halfeld é bastante frequentado por idosos que jogam dominó e baralho. No local também tem o famoso “pirulito”, um relógio de aproximadamente cinco metros de altura onde serve para ponto de referência para encontros de pessoas.

Parque Halfeld vista de dentro e da Avenida Rio Branco, respectivamente (FOTO: Eduardo Pires)

ANTIGA PREFEITURA DA CIDADE

Juiz de Fora teve a sua primeira prefeitura na hoje famosa Avenida Rio Branco. Prédio de dois andares e patrimônio tombado pela prefeitura do município, o lugar chama atenção pela sua beleza externa com uma cúpula na parte mais alta do prédio e colunas na lateral.


O prédio da antiga prefeitura da cidade continua em perfeito estado de conservação (FOTO: Eduardo Pires) 

CALÇADÃO DA RUA HALFELD

Quer ir ao banco, comprar um tênis ou remédio, o calçadão da Rua Halfeld é o lugar perfeito para encontrar tudo isso e mais um pouco. É uma das ruas mais movimentadas da cidade e também onde fica concentrado o maior número de agências de bancos. Vale a pena dar uma passada na Rua Halfeld e comprar alguma coisa para lembrar da cidade.


Uma das ruas mais movimentadas de Juiz de Fora, Rua Halfeld está no coração de todos os juízes-foranos (FOTO: Eduardo Pires) 

CINE-THEATRO CENTRAL

Os principais shows com artistas mais renomados do Brasil acontecem no Cine-Theatro Central. O prédio foi inaugurado no ano de 1929 e desde então é considerado um dos principais teatros de Minas Gerais. Em 1994, o local foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), no mesmo ano a Universidade Federal de Juiz de Fora começou a administrar o prédio.


Os mais renomados artistas do Brasil já passaram pelo Cine-Theatro Central (FOTO: Eduardo Pires) 

MERCADO MUNICIPAL

No mercado é possível encontrar diferentes tipos de frutas, legumes, verduras, doces e queijos. O local é sem dúvidas um ponto a ser visitado em Juiz de Fora, ainda mais levar aquele famoso queijo mineiro para a sua família.


Mercado Municipal vista por dentro e do lado de fora (FOTO: Eduardo Pires) 

ESTAÇÃO FERROVIÁRIA

Estação já não está funcionando há algum tempo, moradores de rua tomaram a frente do prédio onde já percorreu uma longa história de dois séculos atrás. Inaugurado no ano de 1875, a estação ferroviária de Juiz de Fora serviu para que trens levassem mercadorias e materiais de construção para a cidade do Rio de Janeiro. A torre com o relógio em funcionamento até hoje também deixa o lugar mais atrativo.


A torre de relógio é a única coisa que ainda está funcionando na estação (FOTO: Eduardo Pires) 

MIRANTE DO MORRO DO IMPERADOR

Talvez seja o ponto turístico mais famoso da cidade. O Mirante do Morro do Imperador, mais conhecido como o “Morro do Cristo”, dá a visão quase que total da cidade de Juiz de Fora. A região central e bairros mais distantes dão a liberdade para os visitantes desfrutar a cidade de cima. O caminho até chegar no mirante também é bacana, em uma escultura de ferro os turistas podem ver a trajetória de Jesus enquanto esteve na Terra até o dia de sua morte, quando foi sacrificado na cruz. O local pode ser acessado de carro ou a pé, a última demanda tempo e fôlego para chegar até no topo do morro.


Vista geral de Juiz de Fora; o Cristo; caminho de arborizado até o morro e a réplica de ferro de Jesus carregando a cruz (FOTO: Eduardo Pires)

Vale a pena dar uma passada na bela Juiz de Fora, nada que dois dias dê para conhecer a cidade por completo. Conhecendo o maior município da Zona da Mata, também é conhecer um pouco da história de Minas Gerais e Brasil.