Pular para o conteúdo principal

Moisés e Mina derrubam Cristóvão Borges e a busca pelo título fica ainda mais próximo

Palmeiras vence derby paulista e mantém liderança do campeonato brasileiro. Já o Corinthians perde o técnico Cristóvão Borges após a derrota

O derby paulista completou 352 jogos neste sábado (17/9) na Arena Corinthians, em Itaquera. Com 125 vitórias para os palmeirenses, 120 vitórias corintianas e 107 empates. Esse é de longe, um dos clássicos mais disputados do mundo.

39.879 pagantes viram a vitória do Palmeiras por 2 a 0 contra o Corinthians. Como era jogo de torcida única, a arena não recebeu os visitantes palmeirenses.

JOGO

O jogo tinha cara de ser pegado e truncado, Palmeiras tentou nos contra-ataques chegar no gol de Cássio. Logo aos quatro minutos do primeiro tempo, Moisés chutou na zaga, na volta, o volante cabeceou a bola sem chances para o goleiro corintiano. Estava aberto o placar para o líder do campeonato.

O jogo ganhou caras de dramaticidade para os corintianos. Errando passes fáceis e escorregando no campo molhado pela irrigação, o Corinthians não conseguia entrar na defesa do Palmeiras com facilidade. Logo a torcida começou a pegar no pé do técnico Cristóvão Borges, e pedir a entrada do meia atacante Marquinhos Gabriel.

O primeiro tempo o Palmeiras foi absoluto em tudo que fazia, além disso, via o seu rival se atrapalhando com a bola facilmente. Foi desse jeito que acabou o primeiro tempo.

No segundo tempo, o Corinthians entrou com o atacante Romero no lugar do meio campista Lucca. O Palmeiras trocou o volante Gabriel com cartão amarelo, pelo também volante Thiago Santos. A intenção do técnico Cuca era uma, segurar a bola mais no campo de defesa entre o ataque com a força física de Thiago Santos.

Nos dez primeiros minutos do segundo tempo, o time palmeirense teve a chance de aumentar o placar em dois momentos. Aos três minutos o zagueiro Edu Dracena cabeceou rende a trave, assustando os torcedores corintianos. Aos 11 minutos, Cássio fez um verdadeiro milagre no chute à queima roupa de Leandro Pereira.

Aos 15 minutos, Cristóvão percebendo a superioridade do Palmeiras, colocou o Marquinhos Gabriel para dar mais velocidade no ataque. Mas o que aconteceu foi o contrário.

O lateral direito Léo Príncipe colocou a mão na bola, levou o segundo cartão amarelo, e deixou a situação corintiana ainda mais complicada. Para piorar mais a situação, o zagueiro colombiano Mina, fez o segundo do Palmeiras e decretou a vitória palmeirense na arena. Deu tempo para a torcida brigar com a Polícia Militar e aflorar ainda mais os ânimos.


Com a derrota para o Palmeiras, o técnico Cristóvão Borges não resistiu à pressão pelos resultados e acabou sendo demitido. Para o Palmeiras, fica a felicidade de ficar em primeiro lugar do campeonato brasileiro. Amanhã o Flamengo tentará a vitória contra o Figueirense, no Pacaembu, para não se distanciar do Palmeiras.



Times do Corinthians e Palmeiras perfilados antes do início do jogo (FOTO: Eduardo Pires)

Interior da Arena Corinthians (FOTO: Eduardo Pires)

Torcedores do Corinthians cerca o jornalista e candidato à vereador de São Paulo, Chico Lang (FOTO: Eduardo Pires)




Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Palmeiras avassalador não dá chances para o São Paulo no Morumbi

Em clássico quente e disputa pelas primeiras posições, Palmeiras leva a melhor e quebra mais um tabu no ano. Torcida do São Paulo lota o Morumbi para ver mais um tropeço do time (FOTO: Eduardo Pires) Os 56.694 são paulinos que foram até o Estádio do Morumbi viram os 16 anos de tabu cair por terra. Os palmeirenses comemoram a vitória em mais um clássico, e de quebra a liderança folgada no Campeonato Brasileiro. Agora já são três pontos que separam o time alviverde para o Internacional, 56 contra 53. O time escalado por Felipão mesclando o time titular com jogadores “reservas” anularam totalmente o time do São Paulo. Diego Aguirre deixou no banco Everton e Arboleda, e apostou nas entradas de Rodrigo Caio e Bruno Alves, assim jogando com três zagueiros. Isso foi avassalador para o Palmeiras se sentir em casa e comandar a vitória no primeiro tempo. Meio-campo forte com Felipe Melo, Moises e Lucas Lima, Felipão viu a sua equipe ter toque de bola refinado e tranquilidade

Edifício Altino Arantes “banespão” completa 69 anos de beleza e modernidade

O projeto do edifício foi modificado para fazer referência ao Empire State Building de Nova York Hoje o Edifício Altino Arantes completa 69 anos, falando pelo nome, ninguém deve saber qual prédio estou falando, mas se eu falar o “banespão”, todos irão saber. No dia 27 de junho de 1947, a cidade de São Paulo ganhou um presente de 161 metros de altura, superando o Edifício Martinelli com 130 metros. O Edifício Altino Arantes se tornou em pouco tempo, o símbolo da cidade de São Paulo e o coração da cidade de São Paulo. A história começou quando o Banco do Estado de São Paulo (Banespa) ficava na Praça Ramos de Azevedo, longe do centro financeiro da cidade – na época ficava nas ruas São Bento e XV de Novembro. Para ficar próximo ao centro comercial, os diretores do banco fizeram uma parceria com a Santa Casa da Misericórdia e compraram alguns imóveis. Com a demolição de algumas casas, foi erguido o edifício na Rua João Brícola, se tornando o maior prédio do Brasil, com seus 161

Edifício Wilson Paes de Almeida: Dez dias de dor, sofrimento, angústia e no fundo uma esperança

Moradores do prédio acampam no Largo do Paissandu esperando um desfecho da prefeitura da cidade em relação à moradia para eles. Vítimas do desabamento se aglomeram para pegar um prato de comida (FOTO: Eduardo Pires) Há de dez dias a cidade de São Paulo parava para acompanhar o desabamento do Edifícil Wilson Paes de Almeida. O local abrigou a sede da Polícia Federal e Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), além de ser um patrimônio histórico tombado em 1992. Dos 24 andares que ostentava um edifício todo espelhado no Largo do Paissandu, Região Central de SP, nada sobrou, levando a metade de uma igreja luterana centenária abaixo. O local abrigava mais de 50 famílias que lutam por moradia através dos movimentos sociais. Cerca de 250 pessoas saíram ilesos do desastre do dia 1° de maio, Dia do Trabalhador, mas também sem um teto para pelo menos dormir. Outras cinco pessoas até o fechamento dessa matéria não tiveram a mesma sorte e acabaram morrendo.   A Praça em frent