Pular para o conteúdo principal

Pátio do Colégio atraí centenas de moradores de rua atrás de comida

Dezenas de carros e vans chegam para alimentar as pessoas que vivem nas ruas. Leites são distribuídos para as famílias com crianças.

Moradores faz fila em frente ao Pátio do Colégio (FOTO: Eduardo Pires)
Os moradores de rua na cidade de São Paulo quase que dobrou nos últimos 17 anos. Em 2000, o número chegava na casa dos 8.700 moradores que viviam nas ruas, na época um número alarmante. Passados quase duas décadas depois, o número cresceu de forma avassaladora.

Segundo um levantamento inédito pela Fundação Instituto de Pesquisa Econômicas (Fipe) em 2015, os números de moradores de rua chegaram nos 15.905. Isso porque os migrantes vindos de outros estados, principalmente do Nordeste, e também os imigrantes vindos dos países africanos e do Haiti - este último país foi arrasado por um furacão em 2010 - ajuda na concentração de mais gente nas ruas da cidade paulista.

Esse número só não é maior por causa que não é contabilizada as pessoas que são acolhidas em igrejas, ONGs e as invasões em propriedades privadas abandonadas.

A região da Sé tem o maior número de moradores de rua, segundo o Fipe, são 3.864 pessoas nas regiões da República, Anhangabaú, Glicério, Cracolândia, Luz e na própria Sé.

Para o morador de rua, Hiraldo, 60 anos, a região central virou uma disputa de território para a locação de barracas. “Eu moro aqui na região da Sé há 20 anos, cada dia que passa, a disputa por lugar é muito grande. No Pátio do Colégio mesmo, é um monte de barracas e pessoas”. Contou.

Para a sorte do Hiraldo e dos outros milhares de pessoas que vivem nas ruas da principal cidade do país, é que existem voluntários para oferecer comidas, lanches, leites e carinho.

Todos os dias, o Pátio do Colégio atraí centenas de pessoas atrás de mantimentos para sobreviver. O Núcleo do Voluntariado, da Casa do Cristo Redentor, distribuí toda segunda sexta-feira de cada mês: 1300 lanches, suco, água e chá. O dirigente do projeto chamado Pão e Amor, Rogério Baroni Rombe, diz que é uma satisfação fazer essa boa ação. “A casa faz esse projeto, cerca de 80 voluntários ajuda na distribuição dos lanches. Hoje cerca de 600 pessoas vão ser beneficiadas com os lanches”.

A comunidade evangélica, Vale do Benção, também distribuí todas as sextas-feiras comidas para os moradores, o coordenador do projeto, Júnior Santos, diz que há uma década esse projeto beneficia os moradores de rua na região central. “450 marmitex e 120 litros de suco, são distribuídos para a população de rua. Há dez anos estamos fazendo na região do Pátio do Colégio e também na Glicério toda quarta-feira, onde tem bastante haitianos”.

Dezenas de carros e vans chegam no Pátio do Colégio com os voluntários e bastante comida. Pessoas correndo para formar fila, e outras saindo de suas barracas com um sorriso no rosto prestes a comer o que seria a sua primeira refeição do dia. 

    Um dos voluntários ajudando a distribuir suco (FOTO: Eduardo Pires)
Rua Anchieta serve para a entrega dos marmitex para os moradores (FOTO: Eduardo Pires)
A Kombi da comunidade evangélica, Vale de Benção (FOTO: Eduardo Pires)
Rogério Baroni, diretor do projeto Pão e Amor da Casa do Cristo Redentor (FOTO: Eduardo Pires)


Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Viagem 3: Natal - Rio Grande do Norte - Brasil

Natal deixa um rastro de saudades pelas suas belezas que enfeitam os corações e olhos dos turistas
Viajar sempre é bom, não é mesmo? Imagine viajar para um lugar que reúne vida noturna agitada, belas praias e animais que embelezam as paisagens das dunas desérticas que estão localizadas em Natal? Fantástico!

O Notícias Independentes compareceu na capital do Rio Grande do Norte e visitou alguns lugares mais famosos da cidade, que conta com mais de 800 mil habitantes nos seus 418 anos de sua fundação.
Chegando à Natal, a primeira recepção que a cidade nós proporciona é o vento forte que atravessa as ruas, avenidas, rostos e corpos. A temperatura alta também é um atrativo para aqueles que adoram o calor. A temperatura a noite varia entre 22° a 25° C; durante a tarde o sol chega na marca dos 33° - isso no inverno, mês de junho, época que o site foi até a cidade.
Outro ponto positivo do lugar é a forma calorosa dos natalenses que recebem pessoas de outros estados brasileiros ou países. Desde o…

Edifício Wilson Paes de Almeida: Dez dias de dor, sofrimento, angústia e no fundo uma esperança

Moradores do prédio acampam no Largo do Paissandu esperando um desfecho da prefeitura da cidade em relação à moradia para eles.
Vítimas do desabamento se aglomeram para pegar um prato de comida (FOTO: Eduardo Pires)
Há de dez dias a cidade de São Paulo parava para acompanhar o desabamento do Edifícil Wilson Paes de Almeida. O local abrigou a sede da Polícia Federal e Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), além de ser um patrimônio histórico tombado em 1992.

Dos 24 andares que ostentava um edifício todo espelhado no Largo do Paissandu, Região Central de SP, nada sobrou, levando a metade de uma igreja luterana centenária abaixo. O local abrigava mais de 50 famílias que lutam por moradia através dos movimentos sociais. Cerca de 250 pessoas saíram ilesos do desastre do dia 1° de maio, Dia do Trabalhador, mas também sem um teto para pelo menos dormir. Outras cinco pessoas até o fechamento dessa matéria não tiveram a mesma sorte e acabaram morrendo.
A Praça em frente ao prédio que se rui…

Shamell tem tarde mágica na vitória do Mogi para cima do Flamengo e final inédita para ambos

Torcida mogiana vibra e delira no Hugão com a classificação do Mogi Basquete para a final do NBB
Times perfilados para o hino nacional (FOTO: Eduardo Pires) 
O Ginásio Hugo Ramos, o Hugão, teve um sábado mágico e histórico. Isso porque o Basquete de Mogi se garantiu pela primeira vez na história para a final do Novo Basquete Brasil (NBB). A vítima da vez foi o fortíssimo Flamengo comandado pelo pivô Varejão, que não suportou a pressão da equipe mogiana em tarde inspiradíssima de Shamell, e também dos 5 mil torcedores que lotaram o ginásio. O time paulista venceu o  terceiro jogo em quatro partidas da semifinal.
PRIMEIRO QUARTO
Muito disputado pelas duas equipes, o Mogi tentou mais arremates de três e o Flamengo aproveitou as falhas do adversário em erros bobos. O mandante estava bem através das infiltrações do ala Jimmy e das belas cestas do craque americano Shamell. O time carioca aproveitava do forte Varejão para fazer a parede e conseguir os pontos, nisso o primeiro quarto acabou 17 a …