sexta-feira, 11 de maio de 2018

Edifício Wilson Paes de Almeida: Dez dias de dor, sofrimento, angústia e no fundo uma esperança


Moradores do prédio acampam no Largo do Paissandu esperando um desfecho da prefeitura da cidade em relação à moradia para eles.

Vítimas do desabamento se aglomeram para pegar um prato de comida (FOTO: Eduardo Pires)

Há de dez dias a cidade de São Paulo parava para acompanhar o desabamento do Edifícil Wilson Paes de Almeida. O local abrigou a sede da Polícia Federal e Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), além de ser um patrimônio histórico tombado em 1992.

Dos 24 andares que ostentava um edifício todo espelhado no Largo do Paissandu, Região Central de SP, nada sobrou, levando a metade de uma igreja luterana centenária abaixo. O local abrigava mais de 50 famílias que lutam por moradia através dos movimentos sociais. Cerca de 250 pessoas saíram ilesos do desastre do dia 1° de maio, Dia do Trabalhador, mas também sem um teto para pelo menos dormir. Outras cinco pessoas até o fechamento dessa matéria não tiveram a mesma sorte e acabaram morrendo.  

A Praça em frente ao prédio que se ruiu, está servindo de dormitório de barracas e recebimentos de alimentos e roupas. Roupas que chegam aos montes, estão sendo destinados as ONGs que abrigam crianças e idosos, pelo motivo do alto volume de doações que estão partindo de pessoas que se solidarizam pela tragédia.

Mantimentos como arroz, leite e feijão estão chegando em vans e carros vindos de igrejas, empresas e famílias que sentirão a dor daqueles que não têm onde dormir e tomar um simples banho.

O Notícias Independentes registrou algumas fotos dos escombros do Edifício Wilson Paes de Almeida, como também a precariedade de famílias com bebes e crianças que estão abrigadas em barracas no meio do Largo do Paissandu esperando uma moradia que pode vir através da prefeitura. Mas essa definição também pode demorar dias, semanas ou até meses, fazendo com que as integridades pessoais deles caiam ainda mais, como a higiene pessoal que os mesmos têm que pedir em botecos ou restaurantes para se lavar.



  Vista dos escombros da Rua Antônio de Godói (FOTO: Eduardo Pires)


Equipes de resgate trabalham com ajuda de retroescavadeiras para achar sobreviventes (FOTO: Eduardo Pires)


No lugar a espaço para estoque de alimentos e atendimento as famílias (FOTO: Eduardo Pires)


Voluntários ajudam no preparo e entregas de marmitas para as famílias afetadas à tragédia e moradores de rua (FOTO: Eduardo Pires) 


Carros chegam a quase todo momento trazendo alimentos e roupas para as famílias (FOTO: Eduardo Pires)

Pessoas se aglomeram no Largo do Paissandu a espera de uma nova moradia (FOTO: Eduardo Pires) 


Famílias já estão há dez dias vivendo em barracas e passando dificuldades de higiene como banho (FOTO: Eduardo Pires) 


Prédio que fica ao lado do Edifício Wilson Paes de Almeida foi atingido pelo fogo (FOTO: Eduardo Pires)


Um zoom do tamanho do estrago nos últimos andares do prédio vizinho (FOTO: Eduardo Pires)